O principal problema que a
associação pretende resolver a partir da execução do projeto “Me ejcytji him
pex txy: O resgate da proteção territorial feita pelos anciãos do Povo Pyhcop
Catiji (Gavião)” é a invasão do território pelos brancos que habitam no entorno
da terra indígena. Essa invasão tem trazido problemas ambientais, como a retirada
de madeira na Terra Indígena Araribóia para as serrarias dos municípios
circunvizinhos, alastrando-se para a Terra Indígena Governador, prática à qual
os índios são totalmente contrários, o que acaba trazendo represálias contra
eles.
Historicamente, o Povo Gavião
possuía uma grande aldeia, chamada “cyj txy teh”, raiz dessa etnia, localizada
próximo às aldeias existentes atualmente, sendo que seu território abrangia
desde as proximidades do Rio Grajaú até o Rio Tocantins, por onde
tradicionalmente o povo circulava. Inclusive, ainda hoje, há habitantes desta
aldeia circulando dentro das atuais aldeias do Povo Gavião.
Com o aumento dos latifúndios em
torno deste território a área foi diminuindo enquanto, de forma simultânea,
nasciam situações conflitantes como, por exemplo, assassinatos de indígenas,
epidemias, queimada de aldeias, entre outras. Em meio a tudo isso, a Fundação Nacional do
Índio (Funai) foi obrigada a demarcar uma área que é definida pelos limites
atuais, porém foi inscrito sem a presença de um laudo antropológico coerente.
Atualmente, mesmo demarcada e
homologada pelo Governo Federal, a Terra Indígena Governador passa por um
processo de revisão dos seus limites para tentar corrigir a distorções na
territorialidade do Povo Pyhcop Catiji (Gavião). Defender a territorialidade é
necessário para esse povo e a execução deste projeto é uma das maneiras de se
preservar esta área.
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